Sobre o Teatro

Da Idealização à Concretização

No ano de 2004, o ex-senador Ricardo Santos, em visita a cidade de Alegre, esteve com o senhor Lastênio Nascimento Costa (vereador em exercício na época), onde em uma conversa informal, discutiu-se a carência de um Teatro para a cidade.

Ricardo Santos apoiou a idéia e propôs ao vereador viabilizar a construção de um Teatro na cidade obtendo a verba junto ao Governo Federal.

Desde então o vereador Lastênio deu início ao seu projeto, que mais tarde se concretizaria.

O Projeto de Lei nº. 08/2004 – CMA/ES que atribuía o nome de “Virginia Aguiar do Santos” ao Teatro Municipal, foi apresentado aos colegas vereadores que estudando e analisando seu projeto, aprovaram por unanimidade em votação na Câmara Municipal de Alegre.

No dia 30 de Junho de 2004, o prefeito em exercício, o senhor José Carlos de Oliveira - CALEU sancionou a referida Lei.

Toda documentação foi enviada ao senador Ricardo Santos que no uso de suas atribuições conseguiu a verba junto ao Governo Federal para construção do Teatro.

No mandato do prefeito José Carlos de Oliveira, a primeira parte da verba havia chegado, dando assim início à construção que chegou até a estrutura externa do teatro. Como já estava no final de seu mandato, a segunda parte não pôde ser enviada.

Assim, no mandato do prefeito seguinte, Dr. Djalma da Silva Santos, junto ao Governador Paulo Hartung, conseguiu a segunda parte da verba, finalizando assim a construção e inauguração no dia 01 de Junho de 2008 do tão sonhado e esperado Teatro Municipal Virgínia Santos.

Quanto ao Nome “Virginia Santos”

Virginia Aguiar dos Santos teve intensa participação na vida cultural, social e religiosa da cidade de Alegre destacando-se na criação do primeiro grupo teatral de Alegre: “Teatro Amador Pedro Bloch”.  Teve também suas atividades no coro da igreja de Alegre e membro da Congregação do Apostolado da Oração.

No teatro, Virginia Santos construiu ampla e variada experiência como autora, diretora, cenógrafa, figurinista e divulgadora.  No início, ainda na década de quarenta, juntamente com D.Zuleika Wanderley (filha do Dr. Henrique Wanderley) produziu os seguintes espetáculos no Cine Trianon e no antigo Castelinho (hoje CCAUFES):

* SINHÁ MOÇA CHOROU (Autor Ernani Fornari)

* A CIGANA ME ENGANOU

* A DONA DE CASA

Nesse período destaca-se a participação dos seguintes atores: Professor Manoel Ferraz, Joaquim Simões, Nidia Nasser, Miriam Nasser, dentre outros.

No início dos anos cinqüenta, empreendeu e dirigiu as peças apresentadas no Cine Teatro São José, inaugurado no final dos anos quarenta pela Igreja Católica:

* Mania de Grandeza – comédia de Juracy Camargo.

* Os Homens? Que Horror! – Juracy Cardoso, Geny Figueiredo, Odalvo Lima, Pitágoras Valory, Aurora Guerra, Warlen Campos, Jésus Campos, Zélia Cassa, Renato Furtado, Dalton Pinheiro, Hilda Terra, Joanete Souza, Guinahira Gomes, Dione Caetano, Maria das Dores Lacerda, Maria Aparecida Cardoso, Walter Simões, Gilka R. Pereira, Lafaiete Cota Neto, Luiz Carlos Garcia, Euridece Colnago e Celso Santos.

Mais tarde, liderou juntamente com o Professor Manoel Ferraz, a formação do “Teatro de Amadores Pedro Bloch” (TAPB), homenageando este grande dramaturgo brasileiro, autor das principais peças encenadas pelo grupo.  O TAPB, sediado em Alegre, foi formalmente constituído em 31 de Dezembro de 1959, com a finalidade, segundo os seus estatutos, seria de “incentivar a arte cênica colaborando para o desenvolvimento cultural de Alegre”.  A criação do “Teatro Amador Pedro Bloch” como entidade jurídica, foi motivada, com certeza, pela preocupação de seus líderes em assegurar a continuidade, ao longo dos anos, deste admirável esforço local de desenvolvimento das artes cênicas, incentivando novos talentos, formando novos atores e dinamizando a vida cultural da pequena cidade de Alegre.  As experiências anteriores, bem sucedidas, representavam o principal alicerce para esta instituição idealizada por Pedro Ferraz e Virginia Santos.

Assim, por toda sua história de vida e profundo envolvimento na cultura desta cidade, aos olhos do ex-vereador Lastênio Nascimento Costa, nada mais justo que homenagear esta grande precursora do teatro alegrense com uma belíssima obra que hoje é o Teatro Municipal “Virginia Santos”.

Hoje o Teatro é amplamente utilizado por grupos teatrais de todos os estados e pela população local, não só em apresentações culturais, mas também com reuniões, palestras, formaturas e apresentações de projetos e idéias para cidade ou instituições.

O Teatro Municipal Virginia Santos está vinculado diretamente a Prefeitura Municipal de Alegre e a Secretaria de Turismo, Cultura e Esporte, e conta com uma equipe responsável pela manutenção, organização e utilização de todo espaço cultural.